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Notícias

  1. BBC Brasil - Direto dos EUA

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    • Guantánamo, dez anos depois January 10, 2012

      Esta quarta-feira marca os dez anos da chegada dos primeiros 20 detentos à prisão militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.

      Em Washington, a data será lembrada com um protesto e uma vigília em frente à Casa Branca, para cobrar do presidente Barack Obama o cumprimento da promessa de fechar o centro de detenção.

      O anúncio do fechamento de Guantánamo foi um dos primeiros atos de Obama no governo, dois dias após tomar posse, em janeiro de 2009.

      Três anos depois, a prisão que se tornou infame pelas denúncias de tortura contra acusados de terrorismo continua sendo motivo de polêmica nos Estados Unidos e no mundo.

      Alguns atribuem a culpa pelo eterno adiamento da decisão de fechar Guantánamo ao Congresso americano, que barrou a transferência dos prisioneiros para os Estados Unidos e dificultou seu envio a terceiros países.

      Em meio ao debate, os relatos são de que a tortura não é mais praticada em Guantánamo, e o número de detentos, que chegou a quase 800, hoje é de 171. Mas o fato é que a prisão ainda abriga, indefinidamente, pessoas sem condenação ou acusação formal.

    • Ano Novo com boas notícias para Obama January 6, 2012

      O ano começa com boas notícias para o presidente Barack Obama. No início da semana, o presidente americano viu seu principal rival republicano, o pré-candidato Mitt Romney, suar muito para conseguir uma vitória de apenas oito votos sobre o segundo colocado, Rick Santorum, na prévia que abriu o calendário eleitoral.

      A performance de Romney no caucus de Iowa, com 25% dos votos, mesmo patamar de quatro anos atrás, aumentou as dúvidas daqueles que questionam se o ex-governador de Massachusetts, até agora o favorito para ganhar a indicação do partido, tem reais condições de conquistar o eleitorado republicano mais à direita e de se tornar um candidato viável contra Obama na eleição de 6 de novembro.

      Enquanto ainda comemorava o resultado da prévia republicana, Obama recebeu outra notícia favorável: uma pesquisa recém-divulgada pelo Gallup indica que, nos primeiros três dias úteis de 2012, sua taxa média de aprovação ficou em 46%, acima dos 43% registrados nos últimos meses de 2011.

      O resultado fica apenas um ponto percentual abaixo da média de três dias verificada entre 21 e 23 de dezembro, de 47%, que foi a mais alta desde o início de julho.

      De acordo com o Gallup, uma das razões para o aumento na taxa de aprovação do presidente são dados recentes que indicam uma recuperação da economia americana.

      O desafio de Obama agora, em pleno ano eleitoral, é conseguir manter a taxa de aprovação elevada, elemento considerado chave para a conquista de um segundo mandato. Segundo o Gallup, desde Dwight D. Eisenhower, na década de 50, todos os presidentes com aprovação de mais de 50% se reelegeram facilmente.

    • Um terceiro candidato na eleição americana December 21, 2011

      Às vésperas do início da temporada de prévias republicanas – que começa no próximo dia 3, com o caucus de Iowa -, e em um momento de crise econômica e grande frustração com os políticos do país, muitos americanos voltam a discutir a viabilidade de uma candidatura por um terceiro partido nas eleições de 6 de novembro do ano que vem.

      Em um país em que a política é tradicionalmente dominada por dois partidos, o Democrata e o Republicano, uma pesquisa recente da rede de TV ABC News e do jornal The Washington Post revelou que mais de 60% dos americanos são favoráveis à ideia de um terceiro candidato, embora somente 25% afirmem defender a proposta com maior fervor.

      Nesta campanha, vêm ganhando destaque iniciativas como a do “Americans Elect”, grupo bipartidário que reúne estrategistas políticos e pretende colocar o nome de um terceiro candidato nas cédulas.

      Até agora, o grupo já arrecadou mais de US$ 20 milhões e reuniu mais de 2 milhões de assinaturas, e a ideia é realizar uma convenção pela internet, ampliando o processo de escolha do candidato para além das tradicionais primárias e caucus.

      Mas as pesquisas e o próprio histórico das eleições americanas mostram que não é fácil levar uma candidatura independente ou por um terceiro partido adiante. As regras para incluir na cédula da votação presidencial um nome que não represente um dos dois grandes partidos são difíceis e variam em cada Estado.

      Mesmo quando conseguem ter seu nome inscrito, os candidatos geralmente têm poucas chances. Um dos mais bem-sucedidos dos últimos anos, Ross Perot, conseguiu menos de 20% dos votos nas eleições de 1992.

      Nesta semana, um novo levantamento encomendado pela ABC e pelo Post mede quais seriam as chances dos três nomes mais citados quando se fala em terceiro candidato: Ron Paul (atualmente pré-candidato republicano), o magnata Donald Trump e o prefeito de Nova York, Michale Bloomberg.

      Segundo a pesquisa, que ouviu 1.019 adultos por telefone entre 14 e 19 de dezembro e tem margem de erro de quatro pontos, os três enfrentariam dificuldades para levar adiante uma candidatura fora dos partidos tradicionais.

      De acordo com a pesquisa, os americanos estão divididos sobre Paul. Mas, caso ele se candidatasse por um terceiro partido ou como independente, poderia roubar votos de Mitt Romney, o favorito republicano.

      Sobre Bloomberg, 44% não têm opinião formada. Trump é o mais conhecido dos três, mas 48% dos entrevistados têm opinião desfavorável sobre ele.

    • Em clima de campanha, Obama marca fim da guerra no Iraque December 15, 2011

      Diante de uma plateia formada por militares recém-chegados do Iraque, o presidente Barack Obama marcou oficialmente o fim da guerra com um discurso no qual agradeceu os sacrifícios e conquistas dos soldados americanos.

      O pronunciamento, feito na base militar de Fort Bragg, na Carolina do Norte, foi o ponto alto de uma semana recheada de eventos relacionados à retirada das tropas americanas, entre eles a visita a Washington do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.

      Foi também o último grande discurso de Obama sobre o tema antes do dia 31, prazo final para a retirada, após quase nove anos de uma guerra que matou 4,4 mil soldados americanos – 202 deles de Fort Bragg – e deixou mais de 30 mil feridos, isso sem contar as dezenas de milhares de vítimas do lado iraquiano.

      “Estamos encerrando uma guerra não com uma batalha final, mas com uma marcha final de volta para casa”, disse o presidente.

      Obama citou “os custos da guerra” e mencionou os americanos mortos, mas o que chamou a atenção no discurso foi o fato de o presidente ter elencado os méritos de uma guerra que ele nunca apoiou.

      Disse que este momento de “sucesso” foi possível graças às batalhas, mortes, trabalho de construção, treinamento e todo o resto que as tropas americanas fizeram no Iraque, e que se o país que os Estados Unidos deixam para trás não é um lugar perfeito, pelo menos é um Estado soberano, estável e com um governo eleito.

      Obviamente, como observaram analistas políticos americanos, Obama tentou passar aos militares e suas famílias a ideia de que seus sacrifícios não foram em vão ou em nome de uma guerra “estúpida” – termo usado pelo presidente no passado para se referir ao conflito no Iraque.

      Em um Estado considerado chave para sua reeleição, não foi possível deixar de perceber o clima de campanha da visita de Obama, ao lado da primeira-dama, Michelle.

      O presidente espera usar o fato de ter cumprido promessa de encerrar a guerra no Iraque como arma em sua campanha para continuar na Casa Branca. Com a economia em crise e a frustração dos eleitores em alta, Obama não quer deixar passar a oportunidade de levar o crédito pelo fim de uma guerra à qual a maioria dos eleitores se opõe.

    • A ascensão de Gingrich e os imigrantes December 3, 2011

      Nos últimos dias, um novo protagonista surgiu na briga dos republicanos que buscam a indicação do partido para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.

      Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes, vem aparecendo no alto das pesquisas de intenção de voto, ao lado de Mitt Romney – que até agora tem mantido o favoritismo, apesar das ameaças.

      Político experiente e dado a declarações polêmicas, Gingrich recentemente desafiou a posição comum dos republicanos sobre o explosivo tema da imigração, ao propor durante um debate que imigrantes ilegais que vivam nos Estados Unidos há vários anos, tenham laços familiares no país e não tenham ficha criminal possam legalizar sua situação.

      “Se você está aqui há 25 anos, e tem três filhos e dois netos, paga seus impostos, cumpre a lei, frequenta uma igreja local, eu não acho que nós vamos separá-lo de sua família e expulsá-lo”, disse Gingrich no debate.

      Suas declarações foram imediatamente criticadas pelos rivais – Romney entre eles -, que o acusaram de defender uma anistia a imigrantes ilegais, que só iria incentivar o aumento da entrada ilegal de imigrantes no país.

      As declarações de Gingrich também levaram o instituto de pesquisas Pew Hispanic Center a calcular quantos imigrantes seriam beneficiados se esse plano fosse levado adiante.

      Segundo o levantamento, 35% dos mais de 10 milhões de imigrantes ilegais adultos que vivem nos Estados Unidos estão no país há 15 anos ou mais e 28% há entre 10 e 14 anos.

      Quase metade desses imigrantes (46%) têm filhos menores de idade. Entre os latinos (que correspondem a mais de 80% do total de imigrantes ilegais no país), 39% frequentam a igreja semanalmente, e outros 23% vão à missa pelo menos uma vez por mês, diz o estudo.

      A situação dos imigrantes ilegais é um problema antigo nos Estados Unidos e uma questão delicada nas eleições. Esse contingente de imigrantes pode influenciar o voto latino, considerado cada vez mais importante para o sucesso rumo à Casa Branca.

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